UP faz o pedido de suas duas primeiras patentes

Evaldo Carlos da Silva no mestrado em Biotecnologia Industrial da UP pesquisou um novo processo de produção para biscoitos e crackers. (Foto: Divulgação/UP)

A Universidade Positivo fez, recentemente, o depósito de pedido de duas patentes de invenções: um bioconservante para uso na indústria de alimentos e um novo processo de produção para biscoitos e crackers. Registrados junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, os dois processos serão avaliados e, em cerca de um ano, devem ser patenteados como propriedade intelectual da UP, em parceria com empresas paranaenses.

Desenvolvidos no Programa de Mestrado Profissional em Biotecnologia, os projetos representam os primeiros pedidos de patente da UP desde o credenciamento como Universidade, em 2008.

Ainda este ano, a instituição deve solicitar o registro de mais três patentes, nas áreas de Saúde e Biotecnologia. Para 2013, deve haver a divulgação de invenções relacionadas também à Informática e ao Design de Moda.

Bioconservante para uso em alimentos e seu processo de produção
Desenvolvido por Karine de Queiroga Bucholdz, concluinte do mestrado em Biotecnologia Industrial da UP, o bioconservante apresenta efeito antibiótico natural contra bactérias patogênicas, evitando, por exemplo, o crescimento de Salmonella, Clostridium perfringens e Escherichia coli, que causam diarreia e outros problemas de saúde humana e animal. Testado em diversas formulações de alimentos, o produto apresenta resultados equivalentes aos conservantes químicos, mas com custos mais baixos e a vantagem de não induzir a resistência bacteriana, um efeito negativo que pode ocorrer a partir do consumo das substâncias atualmente utilizadas na preservação dos alimentos.

Processo de Produção de Massa Acidificada e Fermentada para Biscoitos e Crackers
Essa invenção propõe o uso de bactérias lácticas selecionadas como agentes de fermentação dos biscoitos, aprimorando a qualidade final do produto e reduzindo o tempo e os custos de produção. Coorientadora do projeto, a Drª. Thomaz-Soccol explica que, atualmente, a fermentação da massa dos biscoitos é feita a partir de leveduras, um processo cujo resultado é um produto quebradiço e de textura, aparência e sabor inferiores. “Ao substituirmos as leveduras pelas bactérias, reduz-se a incidência da quebra, que gera desperdício no pacote”.

A pesquisa é de autoria de Evaldo Carlos da Silva, concluinte do Mestrado Profissional em Biotecnologia Industrial da UP, sob orientação do professor PhD José Luis Parada, e foi desenvolvida em parceria com a empresa Todeschini, que já negocia com a Universidade Positivo a implementação do novo processo.

Leia a notícia na íntegra aqui.

Informações de Universidade Positivo.

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Sobre Adriane Bainy

Pesquisadora do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP
Esse post foi publicado em Indústria Agroalimentar / Agronegócios, Qualidade e Segurança Alimentar, Tecnologia de fermentação e maturação e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

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