Setor do trigo se organiza e elenca suas prioridades

Edson Campagnolo, presidente da Fiep no Fórum Setorial do Trigo.(Foto: Mauro Frasson)

A infraestrutura deficiente e a alta carga tributária foram os principais gargalos apontados pelos empresários e lideranças sindicais da cadeia do trigo, que inclui o setor de moagem, panificação, massas e biscoitos, durante a reunião do Fórum Setorial do Trigo, ocorrida no dia 22 de junho na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

De acordo com o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, a intenção da reunião é identificar os principais entraves ao desenvolvimento do setor e elencar as ações que devem ser tomadas pelo Sistema Fiep, pelos governos Estadual e Federal e pelos próprios empresários e sindicatos industriais. “A intenção é que a gente perceba dentro da cadeia produtiva todas as dificuldades e potencialidades do setor”, afirmou.

Historicamente, o Paraná detém a maior produção nacional de trigo em grão. “Estamos falando de um produto em que o Paraná é o principal player do país”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado do Paraná (Sinditrigo), Marcelo Vosnika, que durante a reunião assumiu a coordenação do Conselho Setorial da Cadeia do Trigo da Fiep.

Outras demandas dos empresários se referem à formação de mão-de-obra para o setor e capacitação dos empresários. Para enfrentar estas questões, o Senai vem atuando em diversas frentes. Foram criados mais de 30 cursos na área de panificação e cursos na área da moagem de trigo. Para atender as cidades mais afastadas dos grandes centros, existe uma unidade móvel, a “Carreta da Panificação”, onde os cursos são realizados.

Outras ações estão a caminho, como a construção de um moinho escola na região de Cascavel, programas de qualificação para padarias gourmet, serviços de análise laboratorial e apoio no acesso a editais de inovação no setor.

Câmara Técnica – Também no dia 22 de junho foi criada na Fiep a Câmara Técnica Trigo Mais Paraná, que congrega, além de entidades empresariais, outros componentes da cadeia do trigo. O objetivo da câmara é fortalecer o setor como um todo, tornando-se uma plataforma institucional para a defesa dos interesses desta cadeia produtiva.

Com uma estrutura horizontal, a câmara reúne componentes do setor industrial, do setor agrícola, entidades de financiamento à produção e entidades representativas de classe, ficando sua coordenação a cargo da Fiep e do Sinditrigo. “Nosso objetivo é estabelecer prioridades para pleitear políticas apropriadas para o trigo”, afirmou Campagnolo.

Durante sua primeira reunião a Câmara Técnica elencou três principais temas que devem ser encampados pelo bem do setor tritícola do Estado: “Qualidade do trigo e nova classificação do cereal”; “Produção de Trigo no Paraná X Moagem Industrial”, e “Estímulo à Produção de Trigo”.

Informações de Agência Fiep.

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Sobre Adriane Bainy

Pesquisadora do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP
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