Ponta Grossa dá pontapé inicial para polo tecnológico

FONTE: Gazeta do Povo

Doação de oito terrenos dá início a distrito que poderá abrigar até 160 empresas, mas que ainda depende de aprovação na Câmara e verbas.

A doação de oito terrenos vai garantir o início da instalação do Parque Tecnológico de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Os lotes abrigarão oito empresas, que terão prazo de até dois anos para concluir a construção dosempreendimentos. A doação foi formalizada nessa sexta-feira, juntamente com a posse dos 12 conselheiros do parque – seis do poder público e outros seis membros de instituições não governamentais. A aprovação da doação segue agora para a Câmara Municipal e, se aprovado pela Casa, as obras iniciam dentro de cerca de seis meses. A expectativa é de que essas empresas tenham capacidade de gerar, gradativamente, até mil vagas de emprego. Ao todo, o local terá espaço para abrigar 160 empresas.

O projeto de concepção do Parque começou em abril de 2008. “Agora vamos dar o pontapé inicial para este desejo se tornar realidade”, enfatiza o secretário municipal de Indústria e Comércio, João Luiz Kovaleski. Depois de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Pato Branco e Cascavel, este será o sexto parque tecnológico do estado.

Ao lado do câmpus da Univer­­sidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com 600 mil metros quadrados, o espaço passa atualmente por obras de infraestrutura, avaliadas em R$ 500 mil.

Contudo, para receber as esperadas 160 indústrias o município deverá investir mais, cerca de R$ 7 milhões. “Para isso, teremos de buscar recursos juntamente com os governos estadual e federal”, afirma o secretário Kovaleski.

Incentivos

As empresas instaladas no Parque terão um desconto de 50% do valor total do Imposto sobre Serviço (ISS). Em contrapartida, os empresários terão de se comprometer a utilizar o valor descontado em melhorias na própria empresa. “No final de cada ano, uma equipe confirmará se houve essa contrapartida. Nós concedemos o desconto, mas esse montante tem de ser incorporado ao patrimônio. Com isso, queremos estimular o crescimento dessas empresas e consequentemente da economia da cidade e da região”, ressalta o secretário.

Os conselheiros terão a obrigação de analisar se as empresas que têm interesse em se instalar no local cumprem as determinações básicas. “A gente tem uma lei sobre o Parque e essa lei deve ser cumprida. A empresa deve ser de cunho tecnológico e também respeitar o meio ambiente”, diz Kovaleski. Denominado como um parque ecotecnológico, o espaço vai primar pelo cuidado com o meio ambiente. “Não podemos ter empresas que emitam resíduos nocivos à natureza”, completa.

Desenvolvimento

Para o diretor do campus de Ponta Grossa da UTFPR, Luiz Alberto Pilatti, a implantação do Parque terá impacto direto nas universidades da região. “Nós temos uma mão de obra muito especializada, tanto na UTFPR quanto na UEPG [Uni­­versidade Estadual de Ponta Gros­­sa] e nas instituições privadas. Com a instalação do Parque poderemos estimular os alunos a montar seus próprios negócios”, acredita.

Integrante do Núcleo Setorial de Tecnologia da Informação (NSTI) do município e conselheiro do Parque, Fernando Gor­­manns afirma que a instalação efetiva do polo estimulará a instalação de empresas de outras regiões do país. “Poderemos ter um polo tecnológico muito forte nos Campos Gerais, valorizando a mão de obra e também contribuindo para a melhoria do setor econômico”, ressalta.

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