Brasil Foods e Cade: últimas notícias

Cade recebe nova proposta para fusão Sadia-Perdigão

A BRF – Brasil Foods fez ontem uma nova tentativa para aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Segundo informações do jornal O Globo, executivos da companhia estariam dispostos a vender ativos industriais – como fábricas – e até marcas importantes, na tentativa de preservar as marcas principais: Sadia e Perdigão. 

De acordo com o jornal, a BRF estaria realizando mapeamento de seus ativos para identificar pequenos blocos de unidades produtivas que possam ser vendidos. Atualmente, nenhuma unidade fabrica apenas um produto.

A empresa conta com cerca de 60 fábricas, das quais 40 produzem alimentos processados e 20 produtos lácteos, segmento que está fora do julgamento do Cade.
Fonte: O Globo

 

Cade só volta a julgar fusão Sadia-Perdigão em julho

Apesar disso, na próxima semana, a BRF-Brasil Foods já pretende apresentar ao órgão antitruste proposta final para manter a fusão entre as gigantes. Nessa sessão do conselho, que acontece no dia 29/06, não haverá quórum para analisar o processo, já que o conselheiro Olavo Chinaglia estará representando o Cade em reunião da OCE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) na França.

O julgamento da fusão no Cade é feito com o quórum mínimo de cinco conselheiros porque o presidente Fernando Furlan – primo do presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlan – e o conselheiro Elvino Mendonça – um dos responsáveis pelo parecer da Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico) sobre o caso – se declararam impedidos.

Compradores
Para o julgamento de julho, a Brasil Foods já sinalizou que poderá abrir mão de ativos importantes. E não faltam pretendentes para comprá-los. Na lista de potenciais candidatas, estão as brasileiras JBS e Marfrig e a americana Tyson Foods. Embora a entrega de uma marca como Sadia ou Perdigão para uma estrangeira não deixe de causar incômodo ao governo de Dilma Rousseff, o mercado vê a Tyson como uma forte candidata à compra.

Durante o processo, a empresa chegou até a sinalizar ao Cade o seu interesse. Segundo especialistas, JBS e Marfrig estão em um momento desfavorável para financiar uma aquisição do porte da Sadia, por causa do alto endividamento. Não há cifras concretas sobre a avaliação das marcas, mas algumas contas apontam um valor de mercado da Sadia entre R$ 8,4 bilhões e R$ 14 bilhões.
Fonte: Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo

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